Técnicas de memorização ajudam
no estudo;
Mas na hora do estudo,
a repetição para decorar o material didático não é a melhor fórmula. “Decoreba
funciona? Sim! Muitos alunos passam de ano decorando. É a melhor estratégia?
Não! Perde-se tempo e confiança no processo”, considera Renato Alves,
preparador mnemônico e autor do livro “Não Pergunte se Ele Estudou - Como
Desenvolver nos Filhos o Interesse e a Motivação nos Estudos”.
É possível acelerar em
até dez vezes o aprendizado utilizando ferramentas simples de memorização e
pequenas mudanças de hábitos na rotina do aprendizado”, completa.
- Para consolidar o aprendizado, "em sala de aula o aluno deve ser curioso, fazer perguntas, abordar o professor e sair sabendo o conteúdo", explica Renato Alves, preparador mnemônico.
- Reler e pesquisar o conteúdo que foi passado na aula naquele dia ajuda na hora da aprendizagem.
- "Uma vez que você assistiu aula e leu um livro, você vai fazer a confirmação e jogar isso para a memória e, mentalmente, repassar o conteúdo. Submeter o conteúdo às nossas três memórias: a memória visual (que fazemos relação com imagens), a auditiva (ler em voz alta, por exemplo) e sinestésica (contar aquilo com gestos e movimentos) é uma ótima forma de estimular a memória", diz o especialista.
- Ler e reler são importantes estratégias para a memorização. "A primeira é superficial, apenas ajuda a preparar a memória; já a releitura dá início à fixação do conteúdo", afirma o treinador mnemônico Renato Alves .
- A concentração é uma função do cérebro que precisa de estímulo. Quanto mais estímulo existir entre aluno e fonte maior o grau de concentração. Sentar-se na primeira fileira da sala, por exemplo, é um bom incentivo à concentração .
- O cansaço atrapalha na hora da memorização. "Melhor do que lutar contra o sono, é descansar. O resultado é sempre melhor quando mente e corpo estão descansados", afirma o treinador mnemônico Renato Alves. Mas se não tiver jeito de dormir, uma dica é o estudante ler de pé. "Isso inibe o sono", comenta o especialista.
- Dormir bem à noite ajuda a consolidação de tudo o que foi aprendido durante o dia. O ideal seria que o indivíduo dormisse, pelo menos, oito horas por noite. A alimentação também não pode ficar de lado: quando o estudante pula uma refeição, o metabolismo é reduzido e ele perde a concentração.
- Durante a leitura, o aluno deve resistir à ideia de marcar o texto. "Primeiro, é melhor explicar para ele mesmo cada trecho do texto sobre o que o texto fala e só após entender o conteúdo, fazer anotações", afirma o especialista Renato Alves.
- Resumos e fichamentos são poderosos argumentos para a memória. "O ideal é o aluno prestar atenção, fazer a confirmação e, depois de explicar o conteúdo para si mesmo, ele pode escrever", afirma Renato Alves. O método deve ser "aula-cérebro-papel".
- O aluno deve abusar de simulados. Testes ajudam a criar memória de longa duração. "Quando o aluno faz e refaz exercícios, cria memória de longo prazo. Isso inibe a insegurança na hora de uma prova, por exemplo."
O erro mais comum
“O estudante quer absorver
todo o conteúdo numa leitura só. A leitura de um texto implica em uma segunda
leitura. Essa releitura é que faz o aluno fixar o aprendizado. O erro mais
comum é a falta de paciência”, aponta Alves
O tempo para o estudante
esquecer aquela informação é, em média, de três segundos, por isso um aluno que
estudou o conteúdo superficialmente esquece rápido aquilo que leu.
Usar estratégias
mnemônicas na hora do estudo estimula o aprendizado e faz com que o indivíduo
guarde aquele conteúdo na memória por mais tempo, seja por três semanas ou para
o resto da vida.
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